segunda-feira, 1 de junho de 2009

notícias de um campus sombrio


Segunda feira, 8h da manhã. A USP acordou invadida. Reitoria chama a polícia para reintegração de posse de algo que não estava ocupado.


Tentavam enfraquecer a greve dos funcionários impedindo o piquete nas entradas administrativas. Os chefes dos locais abertos (reitoria, antiga reitoria e Coseas) pressionavam seus funcionários para voltar à labuta.


funcionário do Sintusp amarra faixa. "A última vez que entraram tantos PMs aqui foi em 89", gritava Brandão no microfone do carro de som.


16h DCE ocupado da USP. O diretório central dos estudantes, tão disputado e discutido até um ou dois meses atrás, encontra-se meio abandonado e sem planos. A movimentação geral da USP engoliu o assunto. É uma pena que um lugar com tanto potencial está esvaziado.


Não sei quem ou quando.


Mas espero que algum dia isto seja parte das idéias de muitos que estiveram ali pela primeira vez desde a reforma, ao invés de quintal destruído de guerras e disputas sem um fim claro.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Despedida

quando sair feche a porta.

apague a luz]

quinta-feira, 16 de abril de 2009

um tempo atrás


não é muito, mas há um ano você veio me visitar. não me recordo ao certo como combinamos, mas o motivo era claro, ao menos pra mim. foi uma tarde de conversas com dentes, e sorrisos, e não me lembro de mais de cinco palavras. é claro que eu não sabia o que dizia, eu só não-pensava olhando seus cabelos, e seu jeito que me parecia tão charmoso. a calça social com o tênis, o pisar leve. olhar pra baixo às vezes, fuga. eram detalhes que me pareciam especiais e graciosos. por fim, só pude dizer algo quando era tarde demais e você já ía. é, quando estava de saída que eu agi pela primeira vez naquele dia, e mesmo que você não tenha agido conforme eu esperava, foi uma época muito boa, de quebra de muros. cá estamos, e aquele momento de coragem - que foi um momento de esquecimento de todos os pressupostos e temores - reverbera até hoje, me enche de alegria.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

de ontem (tanto)

And babe
Oh, dream about me
Lie, on the phone to me
Tell me no truth
If it is bad
There's enough in my life
To make me so sad

Just dream about
Color fills our lives

*
just dream about
colors fields of lights
*
the breath was a lullaby for
the other meatloaf in that quarter room
quietly
cools my disturbed soul to closed eyes

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Começou...

cuidado todos! você pode ser o próximo! foto de obama discursando na Turquia e respectiva legenda que estava no site da folha:



"Na Turquia, Barack Obama afirma que membros do Partido dos Trabalhadores de Curdistão estão na lista de terrorismo dos EUA"
a notícia aqui

a não esperada prova dos otimistas, que viam em obama uma nova era para os EUA se arrependerem do próprio terrorismo internacional. não exigir que a Turquia se acerte com os armênios pelo genocídio de 1915 é um claro desdém pela paz que eles tanto evocam em discursos vazios.

"trata-se de saber se queremos viver numa sociedade livre ou se queremos viver enuma espécie de totalitarismo auto-imposto, com o rebanho assustado marginalizado, conduzido em qualquer direção, aterrorizado, gritando slogans patrióticos, temendo por suas vidas e idolatrando o líder que o salvou da destruição, enquanto as massas adestradas marcham em passo de ganso obedecendo ao comando e repetindo os slogans que devem ser repetidos enquanto a sociedade deteriora a olhos vistos. acabamos por servir a um estado mercenário e repressor, à espera de que os outros nos paguem para esmagar o mundo. as opções estão colocadas e as resposta a essas questões está nas mãos de pessoas como você e eu".
Noam Chomsky, professor estadunidense, crítico da política de seu próprio país em controle da mídia

domingo, 29 de março de 2009

manifesto simples da tristeza (free tears)

tem coisas que não adianta escrever que não passa.
talvez elas só passem se forem berradas à exautão, mas já que ninguém vai querer ouvir não grito. e percebo que estou só eu.
então, ao menos vamos aproveitar nosso livre-arbítrio de irmos de cara fechada. de deixar lágrimas em todos os estabelecimentos. de não responder bom dia, por que é um mau dia pra você!

[um espaço de berro sutil]

Viva o livre arbítrio!
Eu posso carregar a tristeza
e cultivá-la!
e sem ninguém pra dizer que não posso tê-la, que não mereço a melancolia!

Queremos melancolia para todos!

TODO HOMEM É LIVRE PARA LEVAR A MELANCOLIA QUE QUISER OU NECESSITAR, SEM PRECONCEITO DE IDADE, COR, GÊNERO, CONDIÇÃO SOCIAL, EMOCIONAL, FÍSICA, PRATO PREDILETO, SABOR DE CHUVA, TEMPERATURA DE PASTEL, CONSISTÊNCIA DE NUVENS!

as nuvens estão chegando. vou-me já já, deixá-las aqui a entretê-los, já passou da minha hora e vou-me carregando minha planta de dor (que aliás, é totalmente legítima, com nota fiscal, duvide quem duvidar)

sexta-feira, 27 de março de 2009

poema condicional

mulher,
branca
a desvalorização, a auto-piedade, o choro, a reflexão, a liberdade
a prisão de ser mulher, a benção
a pilula. pilula, polia, pholia, piedade, prisão, auto estar bem e muitas outras coisas.
inclusive a saudade, a estupidez (idiota!), o amor. amor, auto estar bem, outro estar bem, voo, saudade, prisão (idiota!)
letras de infancia
logica retorica
sai a agua, por fim

celular, corpolar, copula, coppola
(ble!)