Não vou contar o que houve, porque acho que já viram suficiente nos meios de comunicação (e coloquei uns links abaixo). Mas estou animada com a resolução da minha classe de fazer um jornal especial, com esse tema do confronto na USP com plano de fundo para todo o resto. Se tudo sair como planejado na reunião da pauta, será um exemplar pra ser guardado!
Quando mais tarde me perguntaram como foi a confusão, consegui resumir em uma palavra que fez muito sentido pra mim: humilhação. Sim. Enquanto, na praça do relógio, corria assustada da tropa de PMs em meio a fumaça e barulhos de tiro, a minha sensação era de um desrespeito que nunca tinha sentido.
Pela primeira vez em meio a um ataque da polícia (não, não costumo frequentar estádios de futebol), tremi compulsivamente desde o primeiro barulho de tiro que ouvi. Na fuga pelo microcosmo de cerrado representado imbecilmente na praça, quando um funcionário reclamou que desde o começo deveriam ter pego pedras pra se defenderem, me segurei pra não chorar.
Ok, relato muito sensível. Mas pra mim, a invasão, perseguição e acuação que os alunos sofreram pela polícia militar foi isso. Ver a ilha de sonhos a qual estamos acostumados se transformar em palco de guerra.
Não concordo com tudo que acontece por aí, com todas as posições estudantis, com toda resolução da Adusp, do Sintusp... Mesmo por que não existem pautas de reinvidicações fechadas, tudo é contestado a todo momento, e deve, é assim que são feitos os caminhos. De muitas falas. Mas se existe algo que eu não concordo, é ver uma manifestação ir para o buraco desse jeito, perseguição política e a postura autoritária da reitoria e do governador. Mas aí já é assunto para outro post. Peço perdão pelo mistério, mas não quero lavar roupa suja (imunda) agora. E também sinceras desculpas pela quantidade absurda de links, bem mais do que o normal, mas é um jeito de organizar as coisas muito conveniente!
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arquivo sobre o ocorrido, quem quiser mandar boas matérias escreva nos comentários que eu adiciono.
Fotos pessoais no flickr.
Galeria de imagens do Uol
Textos
Professores da USP pedem saída de reitoria, UOL educação
Comunicado da Adusp sobre pedido de renúncia da reitora, Tatiane Klein
Estudantes da USP São Carlos fazem protesto
Entre bombas e cacetetes na USP, Paulo Moreira Leite
Após conflito, vice-reitor da USP promete tirar Tropa de Choque do campus, Camila Souza Ramos (colega e amiga)
Sindicalista é preso, Carolina Oms (também amiga e colega!). Só esclarecendo, na mesma noite ele foi solto junto com os outros funcionários e aluno.
PM transforma USP em praça de guerra, Caros Amigos
Vídeos
Fora PM do Campus
A repressão da PM na USP 2009
Charges







de Carlos Latuff
