sábado, 15 de setembro de 2007

28/08

II Semana temática de Oceanografia
Oceano: Riscos, Recursos e Registros
Poluição na Zona Costeira – palestrante : profª drª Cláudia Condé Lamparelli (Cetesb)

Mudanças no centro e na costa

A voz grave que prenuncia a avalanche de más notícias despista, de imediato, a real faceta de Cláudia Lamparelli, quarta palestrante da II Semana temática de Oceanografia do Instituto Oceanográfico da USP. “Sou otimista”, revela a bióloga depois de uma hora estonteante e até inesperada, visto se tratar de um tema relativamente conhecido e (ilusoriamente) discutido.
Pesca, turismo e lazer, atividades náuticas, maricultura (novidade em São Paulo), navegação e atividades portuárias: a palestrante começa citando alguns motivos menos óbvios pelos quais é importante preservar as águas costeiras, “Já existe uma preocupação, uma série de leis que protegem as águas de rios, mas pensar nas águas marítimas é um assunto recente”, reflete, “sempre teve na história da humanidade aquele mito de inviolabilidade do mar, afinal, ‘é tanta água’”, ironiza Lamparelli.

O mar cobre 70% da superfície da Terra, o equilíbrio e saúde desses milhares de quilômetros cúbicos de ecossistema são imprescindíveis para a vida no planeta. Esse assunto deveria ser de interesse e resolução de todos os países em ação conjunta, mas seis mil anos de caminhos errados levaram as nações a adotarem posturas mais egocêntricas e igualmente irresponsáveis. Apesar de que nem sempre o homem precisou se preocupar com isso. Digamos que a maior parte da culpa está mesmo concentrada a partir das grandes navegações, talvez exagerando, ou da Revolução Industrial pelos próprios resíduos industriais, e por ter propiciado um aumento nunca antes visto da população mundial, o que potencializou a quantidade de poluição doméstica – que é o principal responsável pela degradação das áreas litorâneas.

Juntamente com o famigerado esgoto caseiro, os resíduos industriais, os derramamentos de petróleo e os resíduos trazidos pela chuva são os principais responsáveis pelas plumas (manchas brancas usualmente superficiais que indicam poluição concentrada) e pela baixa qualidade do recurso discutido. Toda essa poluição atinge o mar pelos famosos canais ou emissários submarinos. Os canais são, na maioria das vezes informais, exceto alguns casos como os canais de Santos, que só são abertos quando chove (logo, a época da menor qualidade das águas e das praias coincide com o período de chuvas da região), e alguns de Praia Grande, cuja área municipal abrange 140 canais trazendo esgoto diariamente. Em vista desse problema, os emissários poderiam ser uma boa saída não fosse o descaso no tratamento do esgoto liberado, ou ainda o problema dos dutos curtos demais: o comprimento ideal, “seguro” para a população, seria a partir de 1km da praia. Em Ilhabela temos casos de dutos de 200 metros apenas, e o município ainda é o mais atrasado na rede de esgotos: apenas 5% dos canais são formais, ou seja, distribuídos em rede (e seria uma visão um tanto quanto otimista acreditar no tratamento do já pouco esgoto recolhido).

Mesmo quando os dutos de dejetos submarinos são considerados decentes, implicam uma série de fatores negativos: a matéria orgânica emitida a um ou dois quilômetros da costa apenas é filtrada e recebe cloro. A solução estaria na diluição pelos metros cúbicos líquidos, dando continuidade ao ciclo do carbono sem maiores choques. Essa medida protege a população que usa a praia, mas desequilibra o ecossistema localizado na boca do emissor (quando acontece o que Lamparelli chamou de poluição concentrada), o que pode trazer a longo prazo, conseqüências para toda a região, incluindo a praia (que é, querendo ou não, um eco do resto do corpo).

No século da conscientização ambiental (devido à proximidade do caos, certamente), a história não poderia parar por aí. Já que nunca fez parte do senso comum pensar em solução para a poluição da costa, resta às sentinelas do estado, vulgo legisladores, tomarem a iniciativa de cuidarem do patrimônio que foi largado às ONGs. É fato que o processo de elaboração e aprovação de uma lei é sofrível devido à demora, mas é extremamente necessária uma legislação moderna, que pelo menos no papel preveja as medidas necessárias para que possa haver qualquer mudança.

Considerando a necessidade de se criar instrumentos para avaliar a evolução da qualidade das águas, algumas questões já estão recebendo tratamento jurídico. É o caso da classificação dos meios aquáticos, que começou a tomar forma com a resolução federal 357 de 2005 - incluindo águas salobras nessa versão-, que estabelece classes de águas por padrão de qualidade (a primeira classe, por exemplo, são as águas que podem ser destinadas ao abastecimento para consumo humano após tratamento simplificado. As de segunda classe, à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho; terceira classe, à pesca amadora e à recreação de contato secundário; enquanto a quarta e última classe seria destinada à navegação), e a resolução estadual 274 de 2006, essa tratando dos critérios de balneabilidade. A doutora ainda ressalta a lei do credenciamento costeiro de 1997, e o decreto de zoneamento marinho de 2004.

Existe uma série de passos jurídicos para a manipulação de águas em território nacional, sejam para construção civil, industrial, complexos turísticos e outros. Além da classificação, credenciamento e zoneamento, há (a partir deste último) também o licenciamento ambiental, que seria dividido em licença prévia (os órgãos governamentais nessa etapa estudariam a viabilidade ambiental do projeto), licença de instalação caso a primeira etapa tivesse sido aprovada, e a licença de operação, sujeita à renovação.

A doutora encerra sintetizando o desafio do país na questão das águas para se livrar da poluição e para o uso geral, através das medidas que considera mais urgentes e já estão a caminho da efetivação (primeiramente no campo jurídico), quais sejam, quanto à qualidade das águas costeiras:

1- Classificação dos usos pretendidos (requisitos e poluição)
2- Legislação ambiental para licenciamento e zoneamento
3- Legislação ambiental de controle
4- Monitoramento e diagnóstico
6- Gestão ambiental

O caminho existe, enche os presentes de esperança, todos adoram o trabalho realizado por aquela mulher sincera, que com sua voz grave e necessária resume: “falta dados para que trabalhos básicos possam ser cumpridos. É necessária uma parceria com universidades, para que haja cooperação. Cansei de entrar em universidades e ver pessoas escondendo dados de suas teses, trabalhando apenas para a própria carreira”. É quase um convite.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Sem nenhuma esperança no mundo

Agonia
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Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (Art. 225 da Constituição Federal).
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além disso ele citou algo como, têm direito sobre a propriedade, mas deve-se conservar as belezas naturais, algo meio piegas e necessário assim.

ouvi e pensei em levantar na hora e dizer pra ele ouvir bem, Posso te contratar por um real para abrirmos um processo contra Blairo Maggi, depois a Monsanto...? O que eles fazem é inconstitucional, não é mesmo?








Desmistificando
16/08/2007 - 08h19
Crise nos mercados globais afeta o Brasil, diz 'Financial Times'

da BBC
Os ativos financeiros brasileiros sofreram quedas significativas na quarta-feira (16), na medida em que a turbulência nos mercados globais ameaça chegar a uma parte do mundo que parecia relativamente intocada, afirma reportagem publicada na edição desta quinta-feira do jornal britânico "Financial Times".

Um analista ouvido pelo jornal diz que "o Brasil não é imune" à crise e que o país "está claramente mais exposto à economia global e aos mercados financeiros globais do que antes".

Segundo o jornal, grande parte das quedas nos ativos brasileiros é explicada pelas vendas dos investidores que precisam cobrir perdas em outros mercados. "Mas a extensão dessa queda sugere que os investidores podem estar sentido que os ativos são mais arriscados do que eles pensavam", diz a reportagem.

O jornal cita a desvalorização do real, com o dólar ultrapassando a barreira dos US$ 2 pela primeira vez em três meses, e a queda acentuada da Bolsa de Valores de São Paulo, que acumula perdas de 15% no último mês.

Dívida

"Há pouco tempo, na semana passada, administradores de fundos disseram que os mercados brasileiros eram imunes ao contágio, já que estavam livres de papéis de alto-risco, sem liquidez", afirma o FT.

O jornal observa, porém, que alguns analistas já "argumentam que investidores estrangeiros ficaram expostos a créditos de alto-risco no Brasil por meio de grande quantidade de dívida tomada no exterior pelas instituições financeiras do país".

"No ano passado, US$ 18,8 bilhões entraram no Brasil como dívida externa, a maior parte tomada por bancos. Eles investiram parte disso em títulos públicos de alto rendimento, mas uma grande quantidade foi repassada como crédito ao consumidor", diz a reportagem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Sem nenhuma importância II

-Você vai lá sábado?
-Ah, vou sim. Eu estou querendo experimentar uns cafés diferentes agora, sabe, aqueles com aromas...

Não. As duas feanas* conversando não me interessam, não naquele momento. Meus ouvidos captam sem muita vontade aquele papo desinteressante, mas meus olhos estão atentos para algo mais sutil (ou tão escabroso que todos fingem que ninguém vê, e torna-se sutil desta maneira. Vamos fingir que é normal, estamos nesse lugar estranho afinal).

(Nome do clube)
Para sua segurança:
-Mantenha sempre seus pertences no armário com cadeado;
-Nunca deixe objetos pessoais sobre a bancada;
-Em caso de presença de pessoas estranhas, favor informar à direção.

Oi, com licença. Eu estava no vestiário quatro, aliás, sempre estou. Mas lá é cheio de pessoas estranhas, achei melhor comunicar-lhes. Tem umas mulheres muito peitudas que jogam vôlei e sempre ficam marcando churrasco, isso caracterizadas como vieram ao mundo. Ok, tudo bem. Mas o que dizer das meninas que entram depois de mim, saem antes, e de cabelo molhado? Isso é muito estranho só pode haver algo errado, não é possível. Eu não demoro muito, e juro por deus, elas saem arrumadas, de salto e brincos. Isso sem tocar na questão das que se trocam em cima das bancadas, no alto mesmo, como se desfilassem. É gracioso, eu sei, mas vocês pediram pra avisar sobre movimentações estranhas, e eu não faço essas coisas. Eu não seco o cabelo naquele lugar, se é que vocês me entendem.

Estou forçando, claro. Dessa maneira meia dúzia poderia reclamar dos meus rituais pós-treinos, eu não sou exceção, ninguém é igual.

Mas aquele dia meus olhos foram sugados para outra dimensão
eu estava me arrumando então
subitamente
aquela mulher me chamou a atenção.

Não são os muitos minutos gastos na frente do espelho grande apertando a gordura da barriga, deformada pela quantidade de tecido adiposo (deve ser por isso que usa blusas de moletom largas). Ela tem uma cor bonita, bem escura, e os cabelos são lisos e negros, bem escorridos... é uma mulher bonita.

Não são, novamente, os milhões de sacolas que ocupam, juro, metade da bancada central - não se tratam de malas ou mochilas, mas sim de dezenas de sacolas de supermercados diversos. Nem o fato de ter tirado um ralador de uma de muitas, e de outra uma cenoura e ter se posto a descascar aquela raiz no lixinho do banheiro.
E depois comido, acuada, com o umbigo à mostra.

Ela estava lá, de top, comendo sua cenoura. Eu já não ouvia mais nada de interessante, eu a lia, somente. Porque tanta vagareza? Não tinha sido a primeira vez que a vira, ela sempre estava com as suas sacolas espalhadas, e sempre com alguma fruta na mão, mas era sempre muito devagar, como se quisesse matar o tempo.

Foi isso. Que nem Ludvik e Lucy, ela bem devagar, tanto que o fez parar, o fez pensar e
Não.
É mais que isso. Sempre sinto pena dela, penso se alguém a está esperando, se ela é que espera alguém, se ela não tem nada pra fazer. Deve ser por isso que eu não paro: de certa maneira eu acho meio deprimente. Ou pena por simplesmente alguém a fazer esperar tanto tempo.
E ela tem de ficar com suas sacolas
E cenouras
Durante muito tempo mesmo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sem nenhuma importância

Sexta feira
Algum lugar da Cidade Universitária

Geralmente sento mais na frente nos ônibus da vida, mas hoje, exepcionalmente resolvi sentar atrás, em um dos últimos cinco lugares - que eram mais altos do que os anteriores, por se tratar de um veículo com o meio rebaixado (esse detalhe é bem inteligível para a maioria dos leitores do meu blog, acredito). Na cadeira da frente tinha um homenzarrão/ um viking alto e loiro, de pele queimada. Não o achei bonito, não o achei feio, não sei se xingava a mãe, se fazia filantropia. Só lembro da mecânica do movimento que repetiu durante os metros em que convivi com ele/ tirava do bolso, enrolava com o indicador e o polegar e atirava as bolinhas formadas em dois garotos que estavam mais pra frente, na fileira oposta.
Inicialmente pensei que se tratava de um retardado, talvez tenha olhado até com alguma compaixão para o pobre diabo. Mas quando, em um certo ponto, subiu um sujeito e se pôs a prosear com o nosso protagonista, meu novo julgamento passeou entre serelepe e revoltado, infantil e vingativo.
E depois pensei que aquele cara de meia idade, jogando papéisinhos x em moleques, fazia tanto sentido quanto eu estar onde estava, dirigindo-me para onde me dirigia.

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Ao escrever sobre o amigo crianção/frustrado, impossivel nao imaginá-lo (mesmo na hora em que o vi) personagem de fábula, de algum conto europeu - daqueles que eu lia quando criança. Sempre tinha a menina de cabelos cor-de-cerveja e lábios botão-de-rosa, o velhinho maldizente que lançava pragas aleatórias, e vez por outra, um homem (quase sempre jovem) forte ou medroso ou vaidoso ou egocêntrico ou valoroso ou fanfarrão ou preguiçoso ou idiota. Idiota.
Esse não foi o único personagem errante que encontrei esses dias.
Acreditem ou nao, ontem, entrando no metrô, cruzei com um velho marujo tentado, ridiculamente, se disfarcar em roupas contemporâneas.
Aquele olhar azul torto inconfundível, de quem passou a maior parte de seus anos enrugando a testa por causa do sol, a toca curta mal posta na cabeca - um vício antigo que nao faz nenhum sentido nessa cidade-, o cachimbo pendente da abertura seca da cabeca (esse, assim como os outros, não tinha belos labios carnudos. nem faria sentido se os tivesse) se formando, ganhando cor, vida naquele corpo salgado.
Não, não era um simples mendigo. Era um velho lobo do mar que se aposentou e tentou viver como o resto do formigueiro.
É claro que nao conseguiu.



*

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Sem importância

liberdade é não se importar de levar na cara uma rajada de vento que vem da superfície de um rio poluído

perplexidade é pensar como a água de um lago artificial fica parada ao invés de se infiltar e vazar mundo afora

simplicidade é se impressionar com um pôr-do-sol horroroso, se pondo no cinza

alívio é ver outrem tropeçando pateticamente na entrada da livraria, exatamente como você fez minutos antes

depressão é ouvir Radiohead antes de dormir
ou ainda: sucumbir a uma poesia engraçadinha

medo é não ter certeza se andares de prédios não tem pretensão de formar sanduíches

liberdade é usar sandálias para caminhar.

domingo, 5 de agosto de 2007

Sem Sentido II









Sem título

nada
nada
nada.
não há vontade de fazer poesia
não há vontade de escrever com caneta ou com teclas
de um jeito odioso de cansado-velho
de quem fez pouco e acha muito.

a verdade é uma estrada
e a liberdade são escolhas de algemas.
a estrada é feita de feira, e você vai escolhendo os grilhões: eu quero esse, esse...
rosa peludo? clássico, mas quem sabe essa versão de silicone tecnológico que solta cheiro de ipê,
seria uma boa.
felicidade é uma escolha.
não é algo que é, que vêm,
é algo que você diz sim, agora, e se obriga.
é algo que você escolhe quando escolhe não pensar também,
é algo de procrastinação
de escolhas de agora que no futuro (que nem um outdoor de terceira categoria)
vão mudar sua vida.

me pergunto por que fazer isso agora,
por que ter certeza de algo depois,
se não dá mesmo pra viver do jeito que vai dando na cabeça
por que precisa ser planejado.
e me sinto defasada por não ter feito planos,
por não escolher cadeias, mas sim tomá-las emprestadas,
desfilando com pulseiras azuis em um domingo de sol,
despretensiosamente.

eu não sei o que eu quero
ou se é só preguiça,
perseguir um cheiro forte ao invés de ficar por aqui
tropeçar em um corpo caído
e se apaixonar por toda aquela simplicidade.
o mundo gira tanto que me deixa tonta,
me dá ânsia.

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e-mail de um amigo para a Detran:

"Venho por meio deste demonstrar meu desagrado com o regimento interno do Detran-SP. Fui impedido de realizar prova teórica no orgão por não estar vestindo calças, e sim bermuda. Tendo em vista que vestimentas refletem o gosto ou a cultura de um indíviduo, coloco que este impedimendo caracteriza-se como um preconceito socio-cultural. Enquanto as roupas cobrem o corpo o suficiente para não constranger aqueles próximos, cumprem seu papel. Restringir seu uso, além do caráter preconceituoso, leva à exclusão daqueles que não podem adquiri-las por motivos financeiros. Gostaria também de salientar que este tipo de posição perpetua costumes arcaicos, que há muito deviam ser abandonados pelos órgãos públicos brasileiros, muitos deles característicos de tempos nos quais a democracia e o respeito à pluralidade não eram valores sociais."

[Da primeira vez que li, eu ri, achei muito divertido.
Depois, pensei se seria melhor chorar por ver um exemplo tão bonito de fé, enquanto eu me revoltaria e, em vez de fazer algo, aumentaria o rancor contra o país que não deu certo.]


[esse post é tão sem sentido quanto essa foto. Tudo que há nela, tudo que diz respeito a ela. Com o perdão do amigo, e da imagem]